domingo, 19 de dezembro de 2010

Sem clima

Céu azul e maré cheia
Dia nublado, seca a maré
Opostos do clima

Ventos contrários e fina areia
No olho do contratempo
Falta de clima

O mar assaltado
Num dia de sol e de lua minguando

O mar a saltos
Ondas vacilam na maré murchando

Águas ingratas
Enchem na maré cheia, de brio
Chuviscam nos dias sombrios

3 comentários:

Pedro Danilo Galdino disse...

Cara muito massa... Muito bonito... Parabéns Jucely!

J disse...

Obrigada, Danilo!

Poeta (ou Não) disse...

dois pontos, antinomia (seria?). vácuo, entre-ponto e nenhum-ponto pronto (me engano?). nulidade nada neutra, totalidade do nada, tudo sendo signo do vazio, como num conjunto aritmético. eis que sua poesia coloca em harmonia a própria desarmonia, em versos (in-verso),
inversão do contrario.

"se o que compreendi são besteiras e falácias (e denomino falácias, pois estas nem sempre são besteiras, e porque seria uma falácia considerar besteiras como falácias), me avise..."