Céu azul e maré cheia
Dia nublado, seca a maré
Opostos do clima
Ventos contrários e fina areia
No olho do contratempo
Falta de clima
O mar assaltado
Num dia de sol e de lua minguando
O mar a saltos
Ondas vacilam na maré murchando
Águas ingratas
Enchem na maré cheia, de brio
Chuviscam nos dias sombrios
domingo, 19 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Parágrafo
A que ponto quer chegar com tantas interrogações, usando sempre aspas sobre o fraterno, sem se preocupar com a exclamação que se me desperta? Sei, o signo é turvo, mas não vou usar os dois pontos. Em vez disso, acrescento mais um ponto para configurar o retrato das suas histórias "reticenciosas". Seria o ponto final após as nossas vírgulas? E, entre as nossas vírgulas, quantas páginas foram viradas? Toda página tem dois lados, o que você esconde no verso?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Toca
Não
Toque as suas cordas, seu violão
Largue o meu corpo só, que não
Tem nada do tal instrumento
Não
Estique o pescoço, negue o cheiro
Negue o ciúme desordeiro
Poupe brandura, faça tormento.
Orle certo na sua oscilação
Toque umas pazes em canção
Mostre-me o bom desse sentimento.
Toque as suas cordas, seu violão
Largue o meu corpo só, que não
Tem nada do tal instrumento
Não
Estique o pescoço, negue o cheiro
Negue o ciúme desordeiro
Poupe brandura, faça tormento.
Orle certo na sua oscilação
Toque umas pazes em canção
Mostre-me o bom desse sentimento.
Prosa de rua
Lá vem, o circo se arma ao passo que ela anda. Caminha e ele diz: Vem cá minha nega!
Com verbo de movimento
Vem todo tomado de
Si, fogo brando ou inquieto
Do queimar de chama e ardil.
Com amargo de suor
[Vim ciente que não nega]
Sem censura ou pudor
Te passa na vista e cega.
E se achega, encosta rente
Convencido e convincente.
Com verbo de movimento
Vem todo tomado de
Si, fogo brando ou inquieto
Do queimar de chama e ardil.
Com amargo de suor
[Vim ciente que não nega]
Sem censura ou pudor
Te passa na vista e cega.
E se achega, encosta rente
Convencido e convincente.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
A risco
O risco da escrita
É o risco de ir embora
Ir-se embora da vista
Da mente sumir em má hora
Sumir ao destino da escrita
Palavra é do vão do agora
e/é (a)risca.
Ver também: http://brandaorla.blogspot.com/2010/11/mecanica-dos-fluidos_25.html
É o risco de ir embora
Ir-se embora da vista
Da mente sumir em má hora
Sumir ao destino da escrita
Palavra é do vão do agora
e/é (a)risca.
Ver também: http://brandaorla.blogspot.com/2010/11/mecanica-dos-fluidos_25.html
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Notícia
Assim como o empresário
Ela fez por costume espanhol
Registrou em seu nome o sol
E ele contabiliza os astros.
Ela fez por costume espanhol
Registrou em seu nome o sol
E ele contabiliza os astros.
[Uma] Deixa de querer
Querer bem, bem querer,
é mais do que querer
É estar bem quando está
É mais que estado ou bom humor
É desejo, insatisfação
É nunca deixar de querer.
é mais do que querer
É estar bem quando está
É mais que estado ou bom humor
É desejo, insatisfação
É nunca deixar de querer.
o a
Quem aprende apreende o que era livre
Prende e paga a prenda
O prazer não preza a pressa
E preencher o não prático é parábola
[O que prima de prosa não é prioridade]
A presa do primeiro não é
Propriamente prato do próximo
Prende e paga a prenda
O prazer não preza a pressa
E preencher o não prático é parábola
[O que prima de prosa não é prioridade]
A presa do primeiro não é
Propriamente prato do próximo
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