sexta-feira, 13 de junho de 2008

O que a vida ensina


Ah, se soubessem
Como é bom experimentar
Como é bom saber, antes de falar
Como a vida é curta e outra não há
Não aqui, talvez outra lá
No céu, inferno ou outro lugar

Se soubessem como é bom pensar

Antes de dizer, saber ponderar
Mesmo sem esquecer, saber superar
Que não é tão idiota acreditar
Que idiota mesmo é enganar
E por isso achar
Que está a ganhar

Diferentes seriam se soubessem contemplar

O nascer do sol, a noite de luar
Vendo o sol se esconder por trás do mar
O fazer bem mais do que o jurar
Sentir a brisa, o toque do ar
A paz que tão pouco se deixa perdurar
A liberdade, estando a vagar
Em vez do medo, vontade de voar
A humildade, sem se humilhar
O saber se expressar
Mas também saber calar

Se soltassem seus demônios ao pular

Cantar, dançar, se entregar
Em vez de matar, se conter e manipular
O valor que tem em acompanhar
E mais do que isso, saber suportar

Os defeitos que fazem reparar
Em lugar de coisas boas, a situação má.
By:Jucely Regis

Eu sou um glóbulo branco

Os glóbulos brancos, expulsam do nosso organismo tudo o que pode fazer mal, assim que identificam um corpo estranho tratam de afastar.
Assim também sou eu: tudo ou todo alguém que eu vejo que me faz mal, trato de afastar logo de mim, de "expulsar" da minha vida, no caso: "anular". É como se esta pessoa não mais existisse para mim.

sexta-feira, 6 de junho de 2008


Nunca fui de chorar, claro que já chorei, e não me envergonho disso, não é uma característica de um fraco chorar tendo motivos, mas sim inventar que o mundo não é bom para si e chorar, seja pra enganar outrem ou a si mesmo. Sempre o que fiz foi me controlar, me remediar, me acalmar e deixar a angústia passar. Sempre pago um preço por ser como sou, o mais recente é o preço que pago por ter tanto poder sobre meus sentimentos, até pela tristeza talvez, mas o vazio é algo que não se pode controlar e sempre fujo quando percebo que posso preenchê-lo, posso estar sendo nesse momento afetada pela tristeza, mas talvez eu tenha perdido o hábito de chorar; angústia vem e vejo que quero ou tenho que expulsar algo que está dentro de mim, sinto vontade de chorar, mas nem uma lágrima sequer cai de meus olhos trêmulos. É mesmo o desânimo o causador do fim, ele que sempre encerra minhas relações, põe fim aos meus projetos; ofusca meus sonhos, mas nunca põe um fim neles. Encontro minha liberdade no meu direito de imaginar o que eu quiser, de planejar, de quebrar a cara mesmo. O meu medo tenta me prender, mas não adianta. Eu me guardo, me guardo, me poupo, me controlo, mas tenho a necessidade de mudar. A tão prudente garota se entrega, aproveita, quebra a cara, no fim se recupera, só faz bem a ela. Então pra que o medo? Os extremos me atraem, me fazem sua prisioneira, mas antes prisioneira dos extremos que do meio-termo que domina os mesquinhos. Ou bem séria ou muito extrovertida, chata ou a mais sociável das pessoas, muito concentrada ou desligada do mundo, mesmo que seja só por instantes. Em muitos casos depende da minha vontade, tudo aquilo que for me definir parecerá uma contradição... seja um mapa astrológico, opiniões das pessoas que convivo, ou até eu posso parecer estar me contradizendo ao me definir.
Admiro a liberdade e tento conservar a minha. No momento eu não consigo é me libertar do meu purgatório interno pessoal.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Auto-controle


Que me sustenta
Que me guia
Que me impede
De entregar-me por completo
Que me dá sintonia
Junto ao meu sentimento
Que me torna fria
Que me rege e protege

Será que é viver
Se sinto muitas vezes somente o que me permito
Se sou apenas o que me permito ser?

Me protejo
me fecho em copas
De longe vejo
Mesmo dando as costas
O plano ou o desejo
A intenção maliciosa
De alguém que finge
Não ter anseios

Talvez calculista demais
Talvez conseqüente demais
Isso pode ser medo
E prisioneira, o medo não me faz
Como parte do meu eu, me concedo
Minhas confusões sentimentais
Os artifícios da paixão
A energia que sinto que cada um trás
Um pouco de confusão
Não deixando que meu coração
Seja um poço voraz
De frieza, de explanação.

E assim irritante ou irritavelmente

Sou equilibrada
Coração sem controle ou sem a mente
Por agora não vale nada
Pois mesmo que eu me entregue, ou tente
Há muitos perigos na estrada.

(Jucely Regis)