domingo, 20 de dezembro de 2009

Diz uma faceta humana

Mesquinha, incapaz de dar sem receber, dedicar-se sem ter retorno. Talvez seja um sinal da miséria, ser incapaz de atos de bondade que retornem nada, talvez se os fizer demais, esta bondade faça falta, pois não está em fartura. Aqueles que se dedicam ao bem sem olhar a quem... com certeza também esperam algo, nem que seja reconhecimento, olhar de notoriedade. Admiração é um ponto importante, deve ser bom sentir-se melhor do que os outros, mais humano - ou menos - em relação a todos. Logo, condenáveis os que não dizem "Obrigado!" ao receber uma boa ação, desrespeitando os 'bons modos' (tipo de de mecanização do como-ser-e-como-agir). Que gafe não reconhecer um tipo de fato tão extraordinário!

domingo, 25 de outubro de 2009

Eu queria uma canção para o nada. Para o nada na minha cabeça, para o nada no meu coração, para o nada em que me ocupo e dedico minutos longos de cada dia. Para tanta coisa que acontece a toda hora, com todo mundo, e chegando à mim se resume em nada.
Eu queria uma canção que falasse da cor no trajeto pra casa, da luz quase branca de dentro do ônibus, difusa e sem intensidade, misturando-se com a luz amarelada e e indecisa dos postes, que iluminam a vida no tráfego e às vezes a morte também.
Eu queria uma canção que lembrasse as vezes em que falam ininterruptamente e até gritam e gargalham próximo de mim sem que eu entenda uma só palavra, dos momentos em que minha mente se transporta para um lugar distante, próximo apenas das minhas inquietações, dos meus dilemas, dos planos incompletos. Nesses momentos de leve transe, quando um: "Ei, o que foi?" interrompe, sempre recebe a mesma resposta: "Nada." Verdadeiramente eu só estava entretida no meu conflituoso julgamento interno.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vasta autoquestão

Mas é tão pouco espaço para que eu me perca,

Tão vastos pensamentos para eu me achar,

Tantas possibilidades para se pensar

Antes de acontecerem.

São lembranças próprias para que eu esqueça,

Em confusão inocente de criança má,

Réu por fazer planos sem executar.

Se me obedecerem...


Eu terei o controle e perderei:

Pisarei firme, em chão estéril,

Não flutuarei com gosto etéreo,

Como portando de incerteza.

O questionamento abandonarei,

A não unanimidade e o mistério

Dos meus sins e nãos num só planisfério...


Afasto a dúvida da frieza.

domingo, 31 de maio de 2009

Descobrir rótulos


Sou ... nem sempre, nunca totalmente.

Não há quem seja sempre justo,somos vulneráveis a fazer julgamentos errados. Não quem seja sempre honesto, existe também a vulnerabilidade de se corromper, há quem se corrompa em pequenos atos, há quem se entregue a tal "atividade".

Ninguém é totalmente malicioso, nem totalmente inocente, variamos em porções. Não há quem seja totalmente sincero, o simples ato de omitir pode se tornar hipocrisia; posto isso, também não há quem seja sempre fingido.

Somos assim dispostos para o "bem" ou para o "mal". Nossa graça está na nossa relatividade, conquanto essa graça se perca ao se falar em totalmente, muitos fazem isso.


Os ingênuos se limitam no sempre e no absoluto, impondo parâmetros, regras e rótulos, e fingem os odiar.