quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ou eu

Amava o amor que tinha
O seu amor amava ele;
Ela amava o amor

Vencido um ardor vermelho
Procurava um amor lúcido
Conheceu mundo seu lilás

Descoberta de véu em sete
Procurou desconhecido
Tocou a própria mão.

3 comentários:

Emecê Garcia disse...

Olá, amiga minha!

Na estrofe 1ª, vi algo semelhante ao poema "Quadrilha" de Carlos Drummond de Andrade, não sei se foi uma releitura que fizeste mas, em todo caso, ficou um belo poema! Parabéns

Abraços poéticos

M. C. Garcia

J disse...

Olá, poeta M.C.!
Conheço o poema, muito bom. Pode ser sim, as possibilidades do poema não são fechadas. No fim amar ao outro é sempre amar a si.

Ugo Leite disse...

Amava o que tinha – ela.
Tinha o amor dela,
Bela tela (moldura da alma).
O véu da noite – seu cobertor.
Buscou beijos da boca da noite.
Beijou seu céu da boca.