Depois de tudo sentirei
como se fosse sempre infante
como se de tanto respirar
sem que te visse nem abandonasses
estivesses momentaneamente
respirando perto de mil.
Perto de mim com teus hálitos
teu colorido e tua risada
como estão juntos os asceses
nas lições militares
e duas comarcas se distinguem
e há um rio perto de um giz
e crescem juntos dois nãos.
Perto de ti é perto demais
e longe de tudo é tua ciência
e é cor de argila a rua
na noite do maremoto
quando no terror do erro
juntam-se todas as matizes
e ouve-se soar o invencio
com a música do pranto.
O medo é também um ninho
e entre suas pedras arrojadas
pode marchar com quatro perdas
e quatro lábios, a rasura.
Porque sem sair do que sente
que é um anel quebrantado
tocamos a areia de antes
e no mar ensina o furor
um arrebatamento repelido.
2 comentários:
jucely foi você que fez todos esses?
Olá! Os textos são todos meus. Esse em especial não posso dizer que é completamente meu, é modificado de um poema de Pablo Neruda chamado Integrações. Nesse texto usei o recurso de mudar somente a última palavra de cada verso, com a intenção de mudar o seu sentido, lhe atribuindo um sentimento meu.
Postar um comentário