Eu queria uma canção para o nada. Para o nada na minha cabeça, para o nada no meu coração, para o nada em que me ocupo e dedico minutos longos de cada dia. Para tanta coisa que acontece a toda hora, com todo mundo, e chegando à mim se resume em nada.
Eu queria uma canção que falasse da cor no trajeto pra casa, da luz quase branca de dentro do ônibus, difusa e sem intensidade, misturando-se com a luz amarelada e e indecisa dos postes, que iluminam a vida no tráfego e às vezes a morte também.
Eu queria uma canção que lembrasse as vezes em que falam ininterruptamente e até gritam e gargalham próximo de mim sem que eu entenda uma só palavra, dos momentos em que minha mente se transporta para um lugar distante, próximo apenas das minhas inquietações, dos meus dilemas, dos planos incompletos. Nesses momentos de leve transe, quando um: "Ei, o que foi?" interrompe, sempre recebe a mesma resposta: "Nada." Verdadeiramente eu só estava entretida no meu conflituoso julgamento interno.
domingo, 25 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Vasta autoquestão
Mas é tão pouco espaço para que eu me perca,
Tão vastos pensamentos para eu me achar,
Tantas possibilidades para se pensar
Antes de acontecerem.
São lembranças próprias para que eu esqueça,
Em confusão inocente de criança má,
Réu por fazer planos sem executar.
Se me obedecerem...
Eu terei o controle e perderei:
Pisarei firme, em chão estéril,
Não flutuarei com gosto etéreo,
Como portando de incerteza.
O questionamento abandonarei,
A não unanimidade e o mistério
Dos meus sins e nãos num só planisfério...
Afasto a dúvida da frieza.
Tão vastos pensamentos para eu me achar,
Tantas possibilidades para se pensar
Antes de acontecerem.
São lembranças próprias para que eu esqueça,
Em confusão inocente de criança má,
Réu por fazer planos sem executar.
Se me obedecerem...
Eu terei o controle e perderei:
Pisarei firme, em chão estéril,
Não flutuarei com gosto etéreo,
Como portando de incerteza.
O questionamento abandonarei,
A não unanimidade e o mistério
Dos meus sins e nãos num só planisfério...
Afasto a dúvida da frieza.
domingo, 31 de maio de 2009
Descobrir rótulos

Sou ... nem sempre, nunca totalmente.
Não há quem seja sempre justo,somos vulneráveis a fazer julgamentos errados. Não quem seja sempre honesto, existe também a vulnerabilidade de se corromper, há quem se corrompa em pequenos atos, há quem se entregue a tal "atividade".
Ninguém é totalmente malicioso, nem totalmente inocente, variamos em porções. Não há quem seja totalmente sincero, o simples ato de omitir pode se tornar hipocrisia; posto isso, também não há quem seja sempre fingido.
Somos assim dispostos para o "bem" ou para o "mal". Nossa graça está na nossa relatividade, conquanto essa graça se perca ao se falar em totalmente, muitos fazem isso.
Os ingênuos se limitam no sempre e no absoluto, impondo parâmetros, regras e rótulos, e fingem os odiar.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Ouça

Que haja espaço para escutar. Que tenham o que falar que mereça ouvir. A cada momento cabe a opção de se permitir; são tantos momentos que a permissão é escutar.
Escutar para estar ciente do que se fala, para que aconselhe, para que tenha opnião e possa a expôr, para não ser um ignorante, para crescer e aprender mais, haverão vários momentos que exigirão este exercício de paciência e controle pois que deverá ser apenas ouvinte.
domingo, 17 de agosto de 2008
Valor, simplicidade, felicidade
A felicidade, que tanto se fala, dificilmente se desfruta de verdade. Diz-se muito: "A felicidade está nas coisas simples da vida".
Por que então a dificuldade em "encontrá-la"?
Penso que a felicidade está diretamente ligada com a satisfação e o que traz a satisfação é a conquista. Nossas grandes vitórias ocorrem quando conseguimos algo que pelejamos para obter, quando CONQUISTAMOS. Após a conquista vem a satisfação.
Acostumamo-nos a correr atrás do que almejamos, pois aprendemos que nada vem de graça. Ao menos ocorre assim com os que tem pouco. Os que tem muito quase sempre ganham tudo sem fazer esforço, por isso há ricos infelizes.
O que é conquistado passa a ser também valorizado.
Então conclui-se que a chave da felicidade está no valor que se dá ao que se tem ou ao que se conquista. As coisas simples da vida podem possuir a felicidade, esta é uma questão de dar valor, de valorizar a preciosidade que é viver.
Por que então a dificuldade em "encontrá-la"?
Penso que a felicidade está diretamente ligada com a satisfação e o que traz a satisfação é a conquista. Nossas grandes vitórias ocorrem quando conseguimos algo que pelejamos para obter, quando CONQUISTAMOS. Após a conquista vem a satisfação.
Acostumamo-nos a correr atrás do que almejamos, pois aprendemos que nada vem de graça. Ao menos ocorre assim com os que tem pouco. Os que tem muito quase sempre ganham tudo sem fazer esforço, por isso há ricos infelizes.
O que é conquistado passa a ser também valorizado.
Então conclui-se que a chave da felicidade está no valor que se dá ao que se tem ou ao que se conquista. As coisas simples da vida podem possuir a felicidade, esta é uma questão de dar valor, de valorizar a preciosidade que é viver.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Combustão da alma

Poesia,
Amor,
Amizade,
Sabedoria,
Satisfação,
Música...
Afinal, qual é o alimento da alma?
Parando pra analisar essas coisas, acharemos um ponto em comum: a emoção.
Sistematicamente um corpo
Que ainda respira
Segue e pára sem ter gozo
Em nada que faz nesta vida
O vazio que perdura
Ao redor deste ser estrutura
Uma espécie de moldura
Que o priva de viver
Faz-se oca criatura
Que esquece depois de madura
O alimento, a cura
Para a alma não morrer
Articulada pelo coração
Em forma de combustão
Sangue corre nas veias, emoção
Faz o fogo da vida acender
Por:Jucely Regis
sábado, 14 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O que a vida ensina
Ah, se soubessem
Como é bom experimentar
Como é bom saber, antes de falar
Como a vida é curta e outra não há
Não aqui, talvez outra lá
No céu, inferno ou outro lugar
Se soubessem como é bom pensar
Antes de dizer, saber ponderar
Mesmo sem esquecer, saber superar
Que não é tão idiota acreditar
Que idiota mesmo é enganar
E por isso achar
Que está a ganhar
Diferentes seriam se soubessem contemplar
O nascer do sol, a noite de luar
Vendo o sol se esconder por trás do mar
O fazer bem mais do que o jurar
Sentir a brisa, o toque do ar
A paz que tão pouco se deixa perdurar
A liberdade, estando a vagar
Em vez do medo, vontade de voar
A humildade, sem se humilhar
O saber se expressar
Mas também saber calar
Se soltassem seus demônios ao pular
Cantar, dançar, se entregar
Em vez de matar, se conter e manipular
O valor que tem em acompanhar
E mais do que isso, saber suportar
Os defeitos que fazem reparar
Em lugar de coisas boas, a situação má.
By:Jucely Regis
Eu sou um glóbulo branco
Os glóbulos brancos, expulsam do nosso organismo tudo o que pode fazer mal, assim que identificam um corpo estranho tratam de afastar.
Assim também sou eu: tudo ou todo alguém que eu vejo que me faz mal, trato de afastar logo de mim, de "expulsar" da minha vida, no caso: "anular". É como se esta pessoa não mais existisse para mim.
Assim também sou eu: tudo ou todo alguém que eu vejo que me faz mal, trato de afastar logo de mim, de "expulsar" da minha vida, no caso: "anular". É como se esta pessoa não mais existisse para mim.
sexta-feira, 6 de junho de 2008

Nunca fui de chorar, claro que já chorei, e não me envergonho disso, não é uma característica de um fraco chorar tendo motivos, mas sim inventar que o mundo não é bom para si e chorar, seja pra enganar outrem ou a si mesmo. Sempre o que fiz foi me controlar, me remediar, me acalmar e deixar a angústia passar. Sempre pago um preço por ser como sou, o mais recente é o preço que pago por ter tanto poder sobre meus sentimentos, até pela tristeza talvez, mas o vazio é algo que não se pode controlar e sempre fujo quando percebo que posso preenchê-lo, posso estar sendo nesse momento afetada pela tristeza, mas talvez eu tenha perdido o hábito de chorar; angústia vem e vejo que quero ou tenho que expulsar algo que está dentro de mim, sinto vontade de chorar, mas nem uma lágrima sequer cai de meus olhos trêmulos. É mesmo o desânimo o causador do fim, ele que sempre encerra minhas relações, põe fim aos meus projetos; ofusca meus sonhos, mas nunca põe um fim neles. Encontro minha liberdade no meu direito de imaginar o que eu quiser, de planejar, de quebrar a cara mesmo. O meu medo tenta me prender, mas não adianta. Eu me guardo, me guardo, me poupo, me controlo, mas tenho a necessidade de mudar. A tão prudente garota se entrega, aproveita, quebra a cara, no fim se recupera, só faz bem a ela. Então pra que o medo? Os extremos me atraem, me fazem sua prisioneira, mas antes prisioneira dos extremos que do meio-termo que domina os mesquinhos. Ou bem séria ou muito extrovertida, chata ou a mais sociável das pessoas, muito concentrada ou desligada do mundo, mesmo que seja só por instantes. Em muitos casos depende da minha vontade, tudo aquilo que for me definir parecerá uma contradição... seja um mapa astrológico, opiniões das pessoas que convivo, ou até eu posso parecer estar me contradizendo ao me definir.
Admiro a liberdade e tento conservar a minha. No momento eu não consigo é me libertar do meu purgatório interno pessoal.
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