sábado, 15 de novembro de 2014

Há tanto, que tem me passado pouco!
Lamento pesada não poder morar nessa frase
Construo morada de vento e o vento voa
Mais leve que bagaço de biscoito
Vacilo entre a volta e a meia-volta
Um qualquer tropeço me parece mortal
E o amor, fogo do final
Consome e destroça o coração preguiçoso
Se tantas palavras há de me dar
Não conheço espera que não seja doída
Eu, curiosa, sem caber em mim

Não conheci a calma e nenhum instante da vida

(Escrevi esse texto com muito sono. Foi no dia 11/11. Havia lido José Paulo Paes. Lembro que procurei pelos poemas dele depois de ver que era ele o tradutor de um livro de poemas que eu segurava. Não li ainda esse livro).

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