domingo, 17 de agosto de 2008
Valor, simplicidade, felicidade
Por que então a dificuldade em "encontrá-la"?
Penso que a felicidade está diretamente ligada com a satisfação e o que traz a satisfação é a conquista. Nossas grandes vitórias ocorrem quando conseguimos algo que pelejamos para obter, quando CONQUISTAMOS. Após a conquista vem a satisfação.
Acostumamo-nos a correr atrás do que almejamos, pois aprendemos que nada vem de graça. Ao menos ocorre assim com os que tem pouco. Os que tem muito quase sempre ganham tudo sem fazer esforço, por isso há ricos infelizes.
O que é conquistado passa a ser também valorizado.
Então conclui-se que a chave da felicidade está no valor que se dá ao que se tem ou ao que se conquista. As coisas simples da vida podem possuir a felicidade, esta é uma questão de dar valor, de valorizar a preciosidade que é viver.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Combustão da alma

Poesia,
Amor,
Amizade,
Sabedoria,
Satisfação,
Música...
Afinal, qual é o alimento da alma?
Parando pra analisar essas coisas, acharemos um ponto em comum: a emoção.
Sistematicamente um corpo
Que ainda respira
Segue e pára sem ter gozo
Em nada que faz nesta vida
O vazio que perdura
Ao redor deste ser estrutura
Uma espécie de moldura
Que o priva de viver
Faz-se oca criatura
Que esquece depois de madura
O alimento, a cura
Para a alma não morrer
Articulada pelo coração
Em forma de combustão
Sangue corre nas veias, emoção
Faz o fogo da vida acender
Por:Jucely Regis
sábado, 14 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O que a vida ensina
Ah, se soubessem
Como é bom experimentar
Como é bom saber, antes de falar
Como a vida é curta e outra não há
Não aqui, talvez outra lá
No céu, inferno ou outro lugar
Se soubessem como é bom pensar
Antes de dizer, saber ponderar
Mesmo sem esquecer, saber superar
Que não é tão idiota acreditar
Que idiota mesmo é enganar
E por isso achar
Que está a ganhar
Diferentes seriam se soubessem contemplar
O nascer do sol, a noite de luar
Vendo o sol se esconder por trás do mar
O fazer bem mais do que o jurar
Sentir a brisa, o toque do ar
A paz que tão pouco se deixa perdurar
A liberdade, estando a vagar
Em vez do medo, vontade de voar
A humildade, sem se humilhar
O saber se expressar
Mas também saber calar
Se soltassem seus demônios ao pular
Cantar, dançar, se entregar
Em vez de matar, se conter e manipular
O valor que tem em acompanhar
E mais do que isso, saber suportar
Os defeitos que fazem reparar
Em lugar de coisas boas, a situação má.
By:Jucely Regis
Eu sou um glóbulo branco
Assim também sou eu: tudo ou todo alguém que eu vejo que me faz mal, trato de afastar logo de mim, de "expulsar" da minha vida, no caso: "anular". É como se esta pessoa não mais existisse para mim.
sexta-feira, 6 de junho de 2008

Nunca fui de chorar, claro que já chorei, e não me envergonho disso, não é uma característica de um fraco chorar tendo motivos, mas sim inventar que o mundo não é bom para si e chorar, seja pra enganar outrem ou a si mesmo. Sempre o que fiz foi me controlar, me remediar, me acalmar e deixar a angústia passar. Sempre pago um preço por ser como sou, o mais recente é o preço que pago por ter tanto poder sobre meus sentimentos, até pela tristeza talvez, mas o vazio é algo que não se pode controlar e sempre fujo quando percebo que posso preenchê-lo, posso estar sendo nesse momento afetada pela tristeza, mas talvez eu tenha perdido o hábito de chorar; angústia vem e vejo que quero ou tenho que expulsar algo que está dentro de mim, sinto vontade de chorar, mas nem uma lágrima sequer cai de meus olhos trêmulos. É mesmo o desânimo o causador do fim, ele que sempre encerra minhas relações, põe fim aos meus projetos; ofusca meus sonhos, mas nunca põe um fim neles. Encontro minha liberdade no meu direito de imaginar o que eu quiser, de planejar, de quebrar a cara mesmo. O meu medo tenta me prender, mas não adianta. Eu me guardo, me guardo, me poupo, me controlo, mas tenho a necessidade de mudar. A tão prudente garota se entrega, aproveita, quebra a cara, no fim se recupera, só faz bem a ela. Então pra que o medo? Os extremos me atraem, me fazem sua prisioneira, mas antes prisioneira dos extremos que do meio-termo que domina os mesquinhos. Ou bem séria ou muito extrovertida, chata ou a mais sociável das pessoas, muito concentrada ou desligada do mundo, mesmo que seja só por instantes. Em muitos casos depende da minha vontade, tudo aquilo que for me definir parecerá uma contradição... seja um mapa astrológico, opiniões das pessoas que convivo, ou até eu posso parecer estar me contradizendo ao me definir.
Admiro a liberdade e tento conservar a minha. No momento eu não consigo é me libertar do meu purgatório interno pessoal.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Auto-controle
Que me sustenta
Que me guia
Que me impede
De entregar-me por completo
Que me dá sintonia
Junto ao meu sentimento
Que me torna fria
Que me rege e protege
Será que é viver
Se sinto muitas vezes somente o que me permito
Se sou apenas o que me permito ser?
Me protejo
me fecho em copas
De longe vejo
Mesmo dando as costas
O plano ou o desejo
A intenção maliciosa
De alguém que finge
Não ter anseios
Talvez calculista demais
Talvez conseqüente demais
Isso pode ser medo
E prisioneira, o medo não me faz
Como parte do meu eu, me concedo
Minhas confusões sentimentais
Os artifícios da paixão
A energia que sinto que cada um trás
Um pouco de confusão
Não deixando que meu coração
Seja um poço voraz
De frieza, de explanação.
E assim irritante ou irritavelmente
Sou equilibrada
Coração sem controle ou sem a mente
Por agora não vale nada
Pois mesmo que eu me entregue, ou tente
Há muitos perigos na estrada.
(Jucely Regis)
terça-feira, 27 de maio de 2008
Ainda é pouco
Porque tudo pra mim é pouco
E muito é só um pouco mais que pouco
E ter tudo às vezes é ter nada, nem um pouco
E ter pouco é ter tudo que precisa e mais um pouco
E ter o suficiente é o mesmo que ter muito, mas tendo pouco
E achar que é de menos é por ter tido muito e faz achar que é pouco
E ter o mínimo é o mesmo que ter nada comparado a muito e ter muito pouco
E o mesmo que não viver é amar pouco, se libertar pouco, ter pouca emoção e se entregar pouco.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Ah, o amor...

Amor é valorização, se você não se valoriza, vai ser bem mais difícil que outras pessoas descubram seu valor. Além de tudo é contagiante, alguém que se ama passa isso para os outros como se fosse uma luz que envolve aquele que tem amor a si, como se estivesse estampado: “Eu realmente tenho meu valor”.
Ser amado por outrem desperta o amor- próprio; engrandece esse amor. Assim segue um ciclo contínuo de amor.
Aquele que ama corre riscos. Não contesto a teoria que diz que amar é sofrer, pois aquele que ama fica vulnerável, facilmente atingível. O amor é um sentimento frágil, qualquer palavra que o amado diz pode magoar aquele que ama. Assim quem ama e não é amado tem a sina de sofrer.
Quem é amado somente e não tem amor por nada acaba sofrendo pelo oco no seu interior, é jogado a uma vida medíocre, que não conhece o sofrer e a vitória de conseguir se restabelecer, pois não se entrega a suas emoções, que sobrevive, mas não vive de verdade, não tendo a honra de sentir- se tão bem ao ver a pessoa amada, e mais umas “bobagens”.
Mas aquele que ama e é amado, tem o combustível da vida nas mãos em total abundância: o amor. Ama; tem mais motivos para sorrir, pelas suas próprias realizações ou pelas realizações da pessoa amada, perde noites de sono, se não sabe se a outra pessoa está bem, mas no outro dia tem a noite mais maravilhosa do mundo, dorme o que não dormiu na noite anterior e acorda de bem com a vida, depois de saber que ‘ele’ ou ‘ela’ está bem, transborda em euforia, na presença do seu amor, ri de si mesmo... . Não sofre com o vazio da solidão, ou o vazio de sentimento; não se martirizaria por outrem, pois se ama alguém não se perderia no egoísmo, pois o amor é generoso, nem se sacrificaria, nem acharia que o mundo é só ele, afinal ninguém vive sozinho; não quero dizer que não se vive necessariamente sem um par romântico, mas que ninguém vive isoladamente. Vive intensamente os momentos inesquecíveis, bons ou ruins, e assim vivendo, aprende e cresce, amadurece e aprende a viver Assim tendo amor por alguém, tem amor pela vida, pelo que viveu, pela sobrevivência, e novamente amor- próprio. É mesmo um ciclo, então aquele que sofre da ausência de amor, seja de um ou dos dois ou os dois, deve começar por amar a vida; pense: Você não está aqui por acaso. Amando a vida, amará a si próprio, pode ser apenas por viver, e assim continuará o ciclo.
Amor: combustível da vida e vice- versa. Ninguém vive sem amor, mesmo que seja com uma só das suas mais variadas formas.
By: Jucely Regis
domingo, 11 de maio de 2008
Por falar de mim╰☆╮
Já ouvi dizer que se descrever é se limitar...
Mas nada mais somos além de algo limitado
Uma porção de nada, que virou alguma coisa nas mãos de Deus...
Sou mais uma dessas porções de alguma coisa
Que se fez alguém...
capaz de sobreviver nesse mundo louco, tendo amigos e inimigos que eu não conheci ainda.
E ter conhecido ou não meus inimigos pouco faz diferença
pois, no final, sempre somos nós contra nós mesmos.
Menina do riso solto, que ri com qualquer coisa, mas que não vê graça alguma em certas coisas que muitos consideram o máximo
Sempre estou disposta a fazer novas amizades
e fazer coisas diferentes
Uma baguncinha quase sempre é bom...
Vivo da melhor forma possível, e, afinal, não sei o que é o sofrer...
seja por amor ou por qualquer outra coisa.
Não tenho a necessidade de fazer mal a ninguém, nem de me preocupar com a vida alheia, nem de agradar a todo mundo
porque, sinceramente, não preciso de tanta coisa!
"Viver o hoje como se não existisse o amanhã"
"Fazer o bem sem olhar a quem"
"Dar valor as pequenas coisas"
"Não ultrapassar seus limites"
"Aprender com os erros"
São coisas que muitos falam que se deve fazer, ou que muitos querem fazer, mas quase nunca ou nunca cumprem.
A graça das regras é poder quebrá-las...
Mas eu leio as regras, mesmo que eu não vá cumpri-las depois...By: Jucely Regis