terça-feira, 15 de maio de 2012

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O trabalho Não sem nós de Jucely Regis foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Brasil.


Reflexo
Luz
Balanço
a Fazia
Membro
Fixa
Estacion... Estado
Flutua
Curva
Fina
Solta
         a Via
Fio
         Mecha
Elo
        

         ao Toque
desfeita
era
só Teia

sexta-feira, 27 de abril de 2012

vi-te

Aos seis anos eu tinha um sorriso largo de janelas
Lá ia caçando a bola
Boba, de um lado pro outro
Sonhei que sabia andar de bicicleta
e de manhã pedalei
Antes eu via sem prever
fofoca baixinho
pra deus não ouvir
Minha língua é bem maior quando estirada
Riso constrangido de não saber
mentira

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desenraizei, amor

Despedida lânguida
Lábios alheios à hora
Acorde diminuto prolongado
Está...

Desenraizando
Olhos
Livrearbítrio das pupilas dilatadas
Sombras se amplificando em desleixo
Riscos desalinham
Tempo elástico... passado

Voz?

Olhar cético
Rosto líquido
Gestos longínquos.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Isto me cabe?

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O trabalho Não sem nós de Jucely Regis foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Brasil.

Alguém sofreu um lapso
dos lapsosfrequentes
Alguém perdeu sem ganhar
Algo valioso
Alguém escorregou perto do corrimão
sem saber cair
e pôs um pé atrás do outro
sem conhecer degrau

ou se fechou sem saber caber

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Escrita formiga

Mordida de formiga, discreta
Se faz é na pele dolorida
Mordida dada na caneta
É tinta que estoura na escrita
Arisca

domingo, 1 de abril de 2012

Mesmice



Quantos sorrisos sem destinatário!
Corpos se aproximam por todos os lados e eu estou no meio
Me vesti de alvo
Me pintei
Mas não fui o fim de nenhum caminho
Nem fui o tropeço

Quantas imagens e nenhuma é a minha
Tantas imagens e nenhuma é minha
Não sei refletir (,) sentir
Nem refratar
Só tenho instinto
Impulso
eu reprimi também
Suprimi Paixão?

Oco

sábado, 31 de março de 2012

sábado, 24 de março de 2012

Renome

Porque não tenho nome
E com renome
Nunca sonhei
Nem me esqueci
De nomear
Só não me lembrei
A quem dizer,
No momento,
Que não era mais um

Movimentos da palavra


Há palavras que fazem pouso de emergência em solos despreparados e aterrizam causando alguns estragos - mesmo que o solo não saiba contar a história de suas marcas -, enquanto outras repousam num eco do tempo e por vezes voltam cheias de melodia confortante. Já outras, a maioria, flutuam em balões comandadas por sopros ou ventanias, migrando para o sul ou para o norte. Estas ficam maiores e menores, conforme a longitude da lembrança, ou conforme a visão de quem recorda sua imagem-som, ou ainda de acordo com o peso da carga do balão; quanto mais carga (emotiva, eu diria, positiva ou negativa) se pôr nesse meio, mais próximas estarão as palavras, mais grandiosas elas serão. Mas as palavras às que não dá-se voo pesam mais.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Escrita e sensação

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Sou uma escritora egoísta ... às vezes falo do mundo, mas de um mundo que não deixa de ser meu. Além disso, não escrevo por qualquer motivação maior, é uma questão de necessidade. Meus escritos tem parte no meu corpo e se deixo neles sensações é puro descuido; há milhões delas morando em mim e surgindo às vezes por causa de um cheiro, uma cor, uma palavra, uma imagem qualquer, mas ainda não aprendi a materializá-las. Se eu conseguir fazê-lo, será então minha grande conquista.


Não, não confie no que eu digo, me contradigo nem sempre de propósito. Respeite que eu sempre possa surpreender, eu também estou aprendendo.