quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ângulo disforme

Olhos amáveis, grandes e bem negros de curiosidade, mais amáveis ainda ao admirar o colega; a sua pele, o meu olhar julgou ter um tom amorenado. Mirava um ser interessante, cabelinho de índio, franja que era uma oca.


O primeiro sempre quase sempre estando mais perto, opondo o polegar e beliscando a camiseta do outro: por que fardado aqui? Talvez não importasse tanto saber... O ensejo foi preenchido, dedos em braço, mãos no cabelo faziam talvez não mais uma pergunta.

Quatro olhos. Havia somente quatro. Dois olhos mais se aproximavam e um terceiro se aproximava, um terceiro, par? Formava quadrados, indo de ponta a ponta, em volta, formava círculos. Triângulo, ângulo disforme. Mas havia somente dois.

Sem mais o quê, um pé numa canela; e quatro olhos miravam dois. Dois marejavam de dor, dois brilhavam num frenesi, estes dois olhos cheios de brilho mostravam à força como se afirmar

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