quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Bobo da corte

Minha paixão é sorrir
Minha paixão é cantar
Minha paixão é sentir
Minha paixão é despertar
E por que não dizer?
Minha paixão é sofrer

Minha paixão é crescer
Minha paixão é ser imatura
Minha paixão é aprender
Minha paixão é não ter censura
E por que não dizer?
Minha paixão é ser burra

Minha paixão é conversar
Minha paixão é construir
Minha paixão é observar
Minha paixão não há de convir
E por que não falar?
Minha paixão é te olhar

Minha paixão é ter amor
Minha paixão é o amor pra dar
Paixão pra mim, pra você e pro senhor
Ter do que se encantar
Sem obrigação de se expor

Minha paixão é a pureza
O bem e o mal também
Minha paixão é a dureza
Do dia, da vida e o que mais tem
Minha paixão é gostar
Não só do que os convém

Minha paixão é ser grata
Pela torcida a favor ou contra
Pois aquilo que não me mata
Na minha evolução se encontra

Minha paixão é um bobo da corte
Prega peças por aí
Gentil, se apresenta:
Meu nome é viver, e você?
Ai daquele que não responder de bom-humor!

3 comentários:

Pedro Danilo Galdino disse...

Uma paixão pluralisada!!!
Ótimo poema!!!

Ingrid Roberta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ingrid Roberta disse...

Não te conheço, nem me conheces. Porém, nesse abismo...Parecidas, somos! (vamp_i@hotmail.com)